SEX, 15 de Apr / 2016

Trabalhadores discutem construção de rede sindical na Mahle

Crédito: CNM/CUT
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Intercâmbio entre trabalhadores na Mahle aconteceu na sede da CNM/CUT 

Foi encerrada nesta quinta-feira (14), a oficina para a construção da rede sindical de trabalhadores na Mahle, uma das principais fornecedoras da indústria automotiva global. O evento, iniciado na véspera, reuniu representantes do Brasil, Argentina, Alemanha e México. A atividade foi realizada na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT).

O encontro foi promovido pelo IG Metall (Sindicato dos Metalúrgicos da Alemanha), com apoio da Fundação Friedrich Ebert (FES).

Durante a atividade, os participantes debateram a situação política, social e econômica dos quatro países, além de trocar informações sobre a situação das plantas da empresa.

Na avaliação de Angelica Jimenez, do departamento internacional do IG Metall, a troca de experiências entre trabalhadores de diferentes países é a principal estratégia para o enfrentamento contra a globalização. “Este trabalho de construção da rede sindical é uma tentativa de diminuir as desigualdades existentes nas relações de trabalho em cada fábrica de uma mesma empresa, em diferentes estados e países”, disse.

Para o trabalhador na Mahle do México, Victor Manuel Salas Montenegro, o principal desafio da rede sindical em seu país é a consolidação dos sindicatos independentes. “Cerca de 95% dos contratos coletivos de trabalho são controlados e negociados pela empresa com sindicatos fantasmas. Apenas 5% dos contratos têm o consentimento dos trabalhadores. Infelizmente, as multinacionais não cumprem as diretrizes dos Acordos Marco Globais (AMG’s) ”, afirmou.

O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Amarildo de Araújo, informou que um dos encaminhamentos do encontro foi a formação da rede sindical de trabalhadores na Mahle do Brasil. "No nosso país, temos unidades em bases de sindicatos filiados a diferentes centrais e isso é um desafio, já que são posições política distintas. Mas sabemos da diferença de condições de trabalho e de direitos entre as plantas. Por isso, nossa meta é formalizar esta rede, que já teve algumas reuniões importantes entre os representantes dos sindicatos", contou. 

O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, compareceu à abertura do encontro e destacou a importância das Redes Sindicais na construção do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, uma das bandeiras dos metalúrgicos da CUT para igualar direitos e salários. 

A Mahle está presente em 30 países, com 170 plantas e mais de 75 mil trabalhadores na multinacional. No Brasil, são oito plantas, localizadas em Limeira, Indaiatuba, Arujá, Jaguariúna, Jundiaí, Mogi Guaçu, Queimados e São Bernardo do Campo.

(Fonte: Assessoria de imprensa da CNM/CUT)

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